O Cravo Incessante


sábado, 22 de setembro de 2012

Antimônio.


Depois de um ano... volto a escrever sonetos...

Antimônio

Para onde caminhas belo de Atenas?
Teus largos e doces passos pueris
Em compasso às bacantes desatentas
E a febre espasmódica de quadris

És um metal de reluzente sino
Fibroso pericarpo, germin'ouro
Mas teu hermético câncer de menino
Proíbe o sonho primaveril vindoiro

Entra no Barco! Borboleta tola!
Ou enfim siga os rastros de Prometeu
Antes que a tribo de Melínoe o escolha

Sente os tingidos lábios perfurados
Pelas ofídicas do Caduceu
E ouve bem o apaziguar dos Condenados.

Vitor da M. Vivolo

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