... Eu não consigo mais dormir... Eu não consigo.
Eu pedi minha única forma de me desligar dos sentimentos e das dores que sinto sem ser a morte. Será que vocês sabem como é isso? ...
Toda noite eu choro até estar cansado demais para manter meus olhos abertos. Aí o meu travesseiro molhado das minhas lágrimas de remorso, ódio e insatisfação começa a pesar demais. E nem disso posso reclamar mais... Disseram que reclamo demais. Que sou insuportável.
Eu perdi todos os meus amigos. Eu perdi as únicas fagulhas de amor próprio que havia conquistado na vida. E foi tão rápido, foi tão injusto. Eu nem tive chance de me agarrar a nada. A NADA.
Nesse momento estou sozinho na sala, parei por umas cinco vezes porque meus olhos ardiam demais de tão inchados e não era legível o que eu escrevia. Estou irritado e enojado de mim mesmo por não ter nem sentido no que estou escrevendo... E eu costumava ser tão bom...
Eu não quero pena. Não quero nenhuma merda de vocês. Eu quero deixar claro apenas que penso em desistir... E eu se o fizer... Um dos motivos foram vocês, e o outro fui eu. Não culpa de vocês, não. Apenas um dos gatilhos.
Perdi tudo o que tinha. Que diferença faz se vocês perderem só mais um? Nesse momento uma das pessoas que talvez menos conheci na vida é a que mais faz sentido pra mim. Talvez me entregue em suas asas.
Duvido que alguém leia. Duvido que alguém se importe. Duvido que eu queira viver pra saber.
domingo, 28 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Orchidaceae
Tanto tempo se passou e eu praticamente havia abandonado este refúgio. Não, estou sendo injusto. Apenas o relevei por cerca de um mês. De qualquer forma... Hora de atualizar minhas postagens, de alguma forma.
Perdi minha fé nas pessoas. Todas elas.
Eu não consigo crer realmente que vocês possam entender isso, a não ser que já tenham possuído tal sentimento. E quando me refiro a este, o faço da forma mais séria e confusa que consigo. Não é algo que esperamos que aconteça repentinamente, mas foi exatamente assim que ocorreu. E de um momento para o outro, um vácuo se eclodiu violentamente no âmago da criatura carinhosa que eu fora. A questão que realmente prevalece é se me faz genuína falta o que foi excomungado de mim.
O gatilho talvez tenha sido a falta de ética, habilidade, reciprocidade afetuosa, e o cliché caráter alheio. O microcosmo da sociedade em que eu vivia - e por isso me refiro a meu ambiente e correntes de convívio diário - expôs as tripas das mentes ridículas que mascaravam-se na multidão. Estas mentes resolveram mudar de opinião, costumes e valores. Sendo que o maior problema não é a mudança constante destes, e sim a mudança constante sem consistência alguma.
E quando olhei para formas imutáveis de carinhos mortos, faisquei meus neurônios em busca de respostas. Nada. Eu não sentia mais nada. Por nenhuma daquelas misturas grotescas de carne, sangue e cálcio. Eu era um abutre, de longuíssimo bico fúnebre e faminto. Para mim não representavam conforto, poço de atenção e respeito. Não. Eram lírios mortos e eu o colibri.
A sensação era desoladora... Mas corria dentro de mim uma espécie de morfina espiritual. Consciente de que não sentia nada e de que não desejava mudar, cuspi em cada testa e boca que pediu por favores ou piedade minha. Haviam feito o mesmo comigo, que crime há nisso? Eu havia sido regado com o cuspe cínico daqueles que diziam ser meus amigos, companheiros, portos seguros. Inúteis. Filhos da puta.
Por fim, quando quase tropecei no remorso... Todos começaram a perceber os vestígios da falta que fiz. Decidiam me tratar bem, declarar amor e consideração. Optei por ser educado e corresponder um pouco. Mas... eu ainda não sentia nada. Nenhuma consideração, por nenhum deles. Era mentira.
E neste estágio ainda me encontro. Buscando o florescer de meus sentimentos novamente. Esperando pacientemente. Conforta-me saber que ajo como as orquídeas, enganadoras das terras e vasos que as sustentam. Aparento a morbidez de meu coração, quando na verdade sei que se decidir... Poderei fazê-lo voltar a bater.
Responda-me apenas se vale a pena. Você não invejaria alguém morto por dentro? Não existe prejuízo em não ver, se você mesmo optar por ser cego. ... Talvez um simples abraço, beijo, retribuições sinceras e fortes - e justas, pelo amor dos Deuses! - de tudo o que senti por todos eles bastem para me fazer mover a tampa do caixão.
A mensagem disto tudo? Eu cansei de cuidar, ajudar e me entregar aos meus amores... E nenhum deles me ver da mesma forma. ... No fim... dói muito mais escrever de forma tão simples como fiz agora. Me faz ver como me transformei em Aquíles. Observo meu espectro. E observo que ninguém se importará em ele abandonar sua morada desvalorizada.
Perdi minha fé nas pessoas. Todas elas.
Eu não consigo crer realmente que vocês possam entender isso, a não ser que já tenham possuído tal sentimento. E quando me refiro a este, o faço da forma mais séria e confusa que consigo. Não é algo que esperamos que aconteça repentinamente, mas foi exatamente assim que ocorreu. E de um momento para o outro, um vácuo se eclodiu violentamente no âmago da criatura carinhosa que eu fora. A questão que realmente prevalece é se me faz genuína falta o que foi excomungado de mim.
O gatilho talvez tenha sido a falta de ética, habilidade, reciprocidade afetuosa, e o cliché caráter alheio. O microcosmo da sociedade em que eu vivia - e por isso me refiro a meu ambiente e correntes de convívio diário - expôs as tripas das mentes ridículas que mascaravam-se na multidão. Estas mentes resolveram mudar de opinião, costumes e valores. Sendo que o maior problema não é a mudança constante destes, e sim a mudança constante sem consistência alguma.
E quando olhei para formas imutáveis de carinhos mortos, faisquei meus neurônios em busca de respostas. Nada. Eu não sentia mais nada. Por nenhuma daquelas misturas grotescas de carne, sangue e cálcio. Eu era um abutre, de longuíssimo bico fúnebre e faminto. Para mim não representavam conforto, poço de atenção e respeito. Não. Eram lírios mortos e eu o colibri.
A sensação era desoladora... Mas corria dentro de mim uma espécie de morfina espiritual. Consciente de que não sentia nada e de que não desejava mudar, cuspi em cada testa e boca que pediu por favores ou piedade minha. Haviam feito o mesmo comigo, que crime há nisso? Eu havia sido regado com o cuspe cínico daqueles que diziam ser meus amigos, companheiros, portos seguros. Inúteis. Filhos da puta.
Por fim, quando quase tropecei no remorso... Todos começaram a perceber os vestígios da falta que fiz. Decidiam me tratar bem, declarar amor e consideração. Optei por ser educado e corresponder um pouco. Mas... eu ainda não sentia nada. Nenhuma consideração, por nenhum deles. Era mentira.
E neste estágio ainda me encontro. Buscando o florescer de meus sentimentos novamente. Esperando pacientemente. Conforta-me saber que ajo como as orquídeas, enganadoras das terras e vasos que as sustentam. Aparento a morbidez de meu coração, quando na verdade sei que se decidir... Poderei fazê-lo voltar a bater.
Responda-me apenas se vale a pena. Você não invejaria alguém morto por dentro? Não existe prejuízo em não ver, se você mesmo optar por ser cego. ... Talvez um simples abraço, beijo, retribuições sinceras e fortes - e justas, pelo amor dos Deuses! - de tudo o que senti por todos eles bastem para me fazer mover a tampa do caixão.
A mensagem disto tudo? Eu cansei de cuidar, ajudar e me entregar aos meus amores... E nenhum deles me ver da mesma forma. ... No fim... dói muito mais escrever de forma tão simples como fiz agora. Me faz ver como me transformei em Aquíles. Observo meu espectro. E observo que ninguém se importará em ele abandonar sua morada desvalorizada.
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