O Cravo Incessante


sábado, 22 de setembro de 2012

Antimônio.


Depois de um ano... volto a escrever sonetos...

Antimônio

Para onde caminhas belo de Atenas?
Teus largos e doces passos pueris
Em compasso às bacantes desatentas
E a febre espasmódica de quadris

És um metal de reluzente sino
Fibroso pericarpo, germin'ouro
Mas teu hermético câncer de menino
Proíbe o sonho primaveril vindoiro

Entra no Barco! Borboleta tola!
Ou enfim siga os rastros de Prometeu
Antes que a tribo de Melínoe o escolha

Sente os tingidos lábios perfurados
Pelas ofídicas do Caduceu
E ouve bem o apaziguar dos Condenados.

Vitor da M. Vivolo

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Engraçado quando você nada mais é do que um oráculo-psicólogo pra alguém. Sou aquele pra embebedar de lágrimas... violinos... e não de vinho ou vodca sob músicas agitadas e risos?

A função que os outros te atribuem: era incômodo até quando deixava de ser.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

‎"E eu a amava tanto
E minha morte que pôs fim ao que nunca nem sequer começou
Era esta a condição a se aceitar
Um monstro não poderia compartilhar a pureza dos anjos
Rasguei-lhe a garganta,
Mastiguei meu próprio coração na língua
Finalmente pus fim e lápide ao tormento
Adeus, Ofélia
Nos vapores subi, a lua beijei, as lágrimas tingiram as maçãs do rosto"

Sei lá. Acordado pela madrugada. Quis escrever isso.



http://youtu.be/4oBjv0AJGYY