Depois de um ano... volto a escrever sonetos...
Antimônio
Para onde caminhas belo de Atenas?
Teus largos e doces passos pueris
Em compasso às bacantes desatentas
E a febre espasmódica de quadris
És um metal de reluzente sino
Fibroso pericarpo, germin'ouro
Mas teu hermético câncer de menino
Proíbe o sonho primaveril vindoiro
Entra no Barco! Borboleta tola!
Ou enfim siga os rastros de Prometeu
Antes que a tribo de Melínoe o escolha
Sente os tingidos lábios perfurados
Pelas ofídicas do Caduceu
E ouve bem o apaziguar dos Condenados.
Vitor da M. Vivolo