O Cravo Incessante


domingo, 12 de junho de 2011

Cento E Sessenta E Dois Dias

Um dia destes resolvi passear pelo cemitério
Manhã fria, de nubladas intenções
Caminhei sem rumo, invejei os mármores e pedras
Ouvi de longe o murmúrio
Uma procissão ocorria no horizonte
Aproximava-se vagarosamente
Um maravilhoso caixão negro, recoberto por manto púrpura sobre mil braços
E o pano voa longe com o tropeço de um
Abaixam-no e todos correm para buscar o tesouro perdido
Por fim meus olhos curiosos buscam ver o conteúdo
Um cadáver apodrecido, cheio de buracos... Um queijo esverdeado e retorcido
E sorria. Tão patético como sorria
Faltavam-lhe dentes, faltavam-lhe músculos e sorria
Chutei a caixa fúnubre... E então li o entalhe sobre a tampa.

"AQUI JAZEM OS AMORES E A ESPERANÇAS DE UM SER QUE PENSOU SORRIR"

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