O Cravo Incessante


terça-feira, 5 de abril de 2011

Roubando palavras que me são roubadas.

Possuo um hábito altamente irritante de me identificar com trechos de livro e sentir que eles possuem a obrigação de dar voz a explicações de minha personalidade que não conseguem encontrar formas de se expressar em palavras.


Ultimamente encontrei este:


"Sempre sentia inveja de gente normal, de gente como Roberto, sem sensibilidades excessivas, sem nervosismos, capaz de viver no presente, de absorver-se no quotidianismo da vida. Sentia uma atração especial por essas naturezas práticas, possuidoras de um dom tão simples e tão comum, mas que lhe faltava. Com ela, a imaginação estava sempre a se interpor diante da vida real, a afastar dos seus sentidos o momento presente, criando uma sombra, ou um receio, ou um remorso."


Pensamentos de Marina em "A Sucessora" por Carolina Nabuco.

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