Eclipse
para minha Lua
Sob os teus lábios deixo os sinos que nutri
Desolados girassóis despertam as Damas
Tanto invejo as raízes que as amarram à grama
Só assim que caberia a mim contemplar a ti
De que adianta tanta vida em pobre sorte
Quando minhas chamas ardem fora o teu alcance?
Caso eu desista e enfim já queira a própria morte
Destruo aqueles livres, candidatos a amantes
Esta manhã ouvi dos seres tal alegria
Revelaram-me que estarei em sua companhia
As metades, em paixão, confundirão os dias
Envolta em meus braços, a afago finalmente
E beijamo-nos num circundo anel carente
Cegando quem não apreende o que o coração sente
Vítor da M. Vívolo 24/03/11
Eis o soneto nascido na aula da Rosário. Lindo!
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