Eis então a dita poesia.
Cancro
Quem és tu? Irreal Narciso?
Que presente é este em suas mãos?
É o espelho de Afrodite.
Mas queira me dizer onde…
Onde está o reflexo teu.
Não há reflexo.
Como sabes então se tudo o que ama
É real, ou belas mentiras?
E caso seja uma abominável ilusão
Por que vê-la como adorável pesadelo?
Você ainda respira.
Vamos, afogue-se no tabaco vaporoso do ar
E não invoque meu nome em vão
A verdade é ditada por sua cegueira
Jamais deseje a Morte
Se você simplesmente não sente mais nada
Agora tome seu Prozac
E prepare suas dores.
A químioterapia dos cacos
estraçalhados do que fora
Começa neste instante.
Vítor da M. Vívolo 21/05/10 às 14:06
Amo vocês, quem quer que sejam. Só por me lerem. Me tira um pouco do peso do coração.
Boa noite.
é engraçado como eu me deprimo quando leio as as coisas que escrevo...desde sempre mas, teimo em continuar...a teimosia é um dom, maldição...?
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